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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Conheça alguns alimentos considerados desintoxicantes

Todos os dias somos expostos a uma enorme gama de substâncias tóxicas que "contaminam" nosso organismo e podem fazer mal à nossa saúde. Acumuladas ao longo dos anos, essas toxinas podem causar doenças como obesidade, alergias, problemas neurológicos (Alzheimer, ansiedade, irritabilidade, depressão), doenças articulares (artrite, artrose) e até mesmo câncer. Além de contribuir para desordens estéticas como envelhecimento precoce, acne, manchas e celulite.

"São conhecidas atualmente quatro milhões de substâncias tóxicas, das quais três milhões são consideradas de alto risco, como a poluição do ar e os pesticidas utilizados contra as pragas nas plantações", afirma a nutricionista Ingrid Bigotto, da OligoFlora. "As toxinas danificam as células e desregulam os processos metabólicos, causando disfunções no funcionamento do organismo e, consequentemente, diversos tipos de doenças", explica.
Além dos problemas físicos, a intoxicação do organismo afeta negativamente o humor das pessoas. "O excesso de toxinas altera a produção de hormônios e de neurotransmissores como a serotonina, por exemplo, provocando distúrbios de humor. Além disso, algumas toxinas podem agir como excitatórias do sistema nervoso, provocando oscilações de humor", explica a nutricionista.

Mas não são só as substâncias presentes no ambiente que podem causar processos de intoxicação do organismo. De acordo com o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), desequilíbrios emocionais, como o estresse, liberam no organismo grande quantidade de radicais livres, que são as moléculas responsáveis por causar danos às células do corpo e pelo envelhecimento precoce. "Combater o estresse é contribuir para que seu organismo se defenda melhor e de forma mais adequada das agressões externas", diz.

Agrotóxicos
A alimentação pode tanto ser fonte de "limpeza" do organismo, quando ingerimos os itens certos, quanto de contaminação. “Deve-se, na medida do possível, evitá-los e dar preferência aos orgânicos”, aconselha a gastroenterologista Mônica Viana, do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo.
Para quem não quer ou não pode abrir mão dos alimentos tratados com pesticidas, ela sugere mergulhar as frutas, verduras e legumes que serão consumidos ao natural em uma solução de hipoclorito de sódio, vendido em supermercados, e deixá-los por dez a 15 minutos. “Isso diminui bastante a concentração de agrotóxicos”, diz.
Outra dica é manter um pedaço de carvão na geladeira. “O carvão ativado funciona como um mata-borrão, ele absorve as toxinas, principalmente os agrotóxicos”, afirma Viana.

Já Ribas Filho frisa a importância de uma dieta balanceada para passar longe de qualquer desequilíbrio. Ele aconselha que alimentos funcionais, como alho, cebola, maçã, oleaginosas e suco de uva, façam parte da dieta cotidiana de três a cinco vezes por semana, pois além de prover nutrientes, também favorecem a proteção contra os processos oxidativos do organismo. "Todos, de forma semelhante, possuem em sua composição compostos fenólicos, que são estruturas químicas antioxidantes e que agem contra o desenvolvimento de doenças degenerativas", aponta.

Vale lembrar que nada em excesso é bom para o organismo, em especial para o fígado, órgão que comanda a desintoxicação natural do corpo. Abusar das vitaminas em cápsulas e chás, por exemplo, pode causar um mal chamado hepatoxicicidade, espécie de sobrecarga no fígado que dura de 72 a até 96 horas. "O fígado e o rim só conseguem depurar uma determinada quantidade de substâncias. Quando a ultrapassamos, eles ficam sobrecarregados", explica Viana. Tomar bastante água ajuda a eliminar o que está em excesso e a fazer o fígado voltar ao normal. "A água é a principal fonte natural de desintoxicação do organismo, em qualquer caso", continua ela.

A médica destaca ainda a importância da evacuação no processo de desintoxicação. "Fazer com que o intestino tenha um ritmo constante ajuda a desintoxicar o organismo de substâncias tóxicas, como o sódio. Quando não se evacua adequadamente, pode-se ter insônia, dor de cabeça, irritabilidade", aponta.

 
 
 

Conheça alguns alimentos considerados desintoxicantes

 
Água: auxilia na digestão, ajuda a hidratar o corpo e a eliminar as substâncias tóxicas do organismo. Deve-se consumir cerca de 2 a 3 litros por dia, dependendo das condições climáticas, idade e nível de atividade física. "Ela é fundamental para o processo de desintoxicação", frisa a médica nutróloga Cristiane Coelho Ognibene, membro da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia) e do Ican (International Colleges American for the Advancement of Nutrition)

Alecrim: é anti-inflamatório e ajuda na digestão, de acordo com a médica nutróloga Cristiane Coelho Ognibene.

Alho e cebola: os dois temperos mais comuns na mesa do brasileiro possuem compostos como a quercitina, um poderoso antioxidante, eficiente no combate aos radicais livres (moléculas responsáveis por causar danos às células). A cebola ajuda ainda na prevenção do câncer gástrico e de cólon. "O alho pode ser cortado e deixado no azeite que será usado para temperar verduras, por exemplo", indica a nutróloga Cristiane Coelho Ognibene.

 Maçã: possui fibras (pectina) que ajudam o intestino a funcionar melhor e, consequentemente, a eliminar mais toxinas. "A fruta é rica em flavonoides, que evitam o envelhecimento das células por conta de seus excelentes antioxidantes", diz a médica Cristiane Coelho Ognibene.

Suco de uva: contém cerca de 20 antioxidantes, como as antocianidinas e o resveratrol (presente na casca da fruta), que barram a ação dos radicais livres. Vale lembrar que, apesar de a uva ser fonte de antioxidantes, o álcool presente no vinho tinto é tóxico e, portanto, essa bebida deve ser evitada no período de desintoxicação.

Açafrão (cúrcuma): o tempero, muito usado em carnes e peixes, possui curcumina, um composto bioativo que é anti-inflamatório e age dentro das células, acelerando a desintoxicação, segundo a nutricionista Ingrid Bigotto, da OligoFlora Franchising.

Frutas vermelhas: opções como framboesa, cereja, mirtilo, morango e amora são ricas em antioxidantes e ácido elágico, substâncias que combatem os radicais livres (moléculas responsáveis por causar danos às células)

Chá verde e chá branco: possuem catequinas, poderoso antioxidante e anti-inflamatório. Além disso, retardam o envelhecimento por serem ricos em flavonoides, substâncias antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce.

Castanha-do-pará: é a principal fonte de selênio, importante para o adequado funcionamento da tireoide na síntese dos hormônios. O mineral também é fundamental para acionar as enzimas que combatem os radicais livres, contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico e ajuda o organismo a eliminar os metais pesados e substâncias tóxicas. "O selênio evita ainda a propagação do câncer e diminui sua incidência, melhorando o sistema imunológico", diz a médica nutróloga Cristiane Coelho Ognibene.

Sardinha: esse pequeno peixe de água salgada é rico em vitamina B12, essencial para o funcionamento normal do metabolismo, de acordo com a nutricionista Ingrid Bigotto, da OligoFlora Franchising.

 Acerola: a frutinha brasileira é uma das mais ricas em vitamina C, que é antioxidante e age neutralizando os radicais livres, responsáveis por danificar o bom funcionamento das células.

 Goiaba: como a acerola, a fruta, que pode ser de polpa vermelha ou branca, possui vitamina C, que é antioxidante e age neutralizando os radicais livres (moléculas responsáveis por causar danos às células).

Brácicas: como brócolis, couve-flor, repolho, couve manteiga, couve-de-bruxelas, mostarda, agrião, nabo, rabanete e rúcula: da família das brácicas, possuem compostos enxofrados, carotenoides e flavonoides que agem auxiliando a desintoxicação, informa a nutricionista Ingrid Bigotto, da OligoFlora Franchising.

Gengibre: segundo a a médica nutróloga Cristiane Coelho Ognibene, a raiz possui gingerol, poderoso anti-inflamatório.

 

 




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