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terça-feira, 18 de setembro de 2012

O que fazer quando a criança engole objetos, várias dicas.

Sufocamento é a principal causa de morte de bebês com até um ano de idade em acidentes, segundo a ONG Criança Segura.




Saiba o que fazer quando a criança engole um objeto

OUÇA AS ORIENTAÇÕES DO PEDIATRA SÉRGIO SARRUBO, DIRETOR DO HOSPITAL INFANTIL DARCY VARGAS

17/09/12 - 21h31
Publicado Por: Alessandra Jarussi
Saiba o que fazer quando a criança engole um objeto
Reprodução

Patricia Rizzo
Podcast
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 Você sabia que duas pessoas, na maioria    crianças de 1 a 4 anos, são atendidas por        em SP após engolir objetos? Esse é o     resultado de uma pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde.

Para falar sobre o assunto, a apresentadora Patrícia Rizzo conversou com o pediatra Sérgio Sarrubo, diretor do hospital infantil Darcy Vargas. Ouça todas as orientações.








Quando um bebê começa a engatinhar, ele ganha autonomia e desperta para diferentes formas e objetos. Nesta fase, é preciso estar muito atento aos exploradores mirins. Eles têm mania de colocar tudo o que veem pela frente na boca, incluindo coisas que podem provocar problemas sérios, como peças de brinquedo, botão, alfinetes, bolas de gude, moedas e parafusos. Até a hora de comer demanda atenção, principalmente com ossos de frango e espinhas de peixe.

Sufocamento (ou obstrução das vias aéreas) é a principal causa de morte de bebês com até um ano de idade em acidentes, segundo a ONG Criança Segura. Conforme dados do Ministério da Saúde, em 2008, 754 crianças de até 14 anos morreram vítimas de sufocamento no Brasil.

Por isso, a prevenção é fundamental. Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Luiz Felipe Cunha Mattos, não existe uma regra que possa ser aplicada em todas as casas.

— A partir dos seis meses, é recomendável avaliar riscos. E, dependendo da situação, descartar ou não o objeto — exemplifica Mattos.

Quando a prevenção não funciona, e um objeto perigoso é engolido, algumas providências devem ser tomadas. Para Júlio Pereira Lima, presidente da regional do Rio Grande do Sul da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), alguns erros muito comuns são cometidos na hora do socorro.

— Normalmente, o primeiro impulso é bater nas costas da pessoa ou colocar os braços ao redor do tronco e pressionar o abdômen para que o corpo estranho seja expelido. Entretanto, essas medidas podem, na verdade, levar o indivíduo a engasgar e até a aspirar o objeto de forma a levá-lo direto para o pulmão, impedindo a pessoa de respirar — alerta.

Retirada deve ser feita com endoscopia

Presidente da regional do Rio Grande do Sul da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Júlio Pereira Lima explica que a primeira medida deve ser sempre procurar um serviço de atendimento de urgência para que, com um endoscópio, o especialista possa verificar em qual local o corpo estranho se alojou e retirá-lo sem comprometer o aparelho digestivo ou qualquer outro órgão.

— Caso não haja tempo, é possível tentar fazer a pessoa expelir o objeto virando-a de cabeça para baixo e batendo nas costas. É raro, mas pode funcionar — relata.

O endoscopista conta ainda que, em Porto Alegre, onde o consumo de carne e aves é maior, idosos costumam engolir com frequência fragmentos de ossos de galinha. Entretanto, a maior parte das ocorrências envolve crianças de até cinco anos.

— Costumamos ver as coisas mais inusitadas: cabeças de bonecos Playmobil, moedas, pilhas e baterias. A única forma de retirá-los com segurança é a endoscopia digestiva — finaliza o especialista.

Previna

Como proteger a criança de sufocação ou engasgamento:

:: Corte os alimentos em pedaços bem pequenos na hora de alimentar a criança.

:: Remova do berço todos os brinquedos, travesseiros e objetos macios quando o bebê estiver dormindo, para reduzir o risco de asfixia.

:: Compre somente brinquedos apropriados para a criança. Verifique as indicações de idade no selo do Inmetro.

:: Certifique-se de que o piso está livre de objetos pequenos como botões, colar de contas, bolas de gude, moedas e tachinhas.

:: Você pode testar se determinadas partes de brinquedos oferecem risco de engasgamento para crianças de até quatro anos. Para isso, utilize uma moeda de R$ 1 como referência, ela tem o diâmetro aproximado da garganta da criança.



Identifique

Reconheça os sintomas de engasgamento:

:: Tosse sem causa aparente

:: Infecções respiratórias repetitivas

:: Chiado no peito, geralmente apenas de um lado

:: Secreção amarelo-esverdeada em apenas uma narina

:: Obstrução nasal em apenas um dos lados do nariz

:: Coceira ou dor intensas em um dos ouvidos




Meu filho engoliu uma moeda!


crédito da imagem: www.diyfather.com

Assim que as crianças começam a engatinhar, passam a encontrar objetos pela casa. Até esta fase chegar, por estarem muito mais restritas ao colo ou a lugares como o carrinho ou o berço, os objetos colocados na boca eram os objetos oferecidos a elas. Mas, ao engatinharem, passam a ter a liberdade de achar seus próprios objetos, levando-os à boca e – ENGOLINDO! Esta fase pode durar bastante e há crianças que têm uma especial atração por colocar tudo na boca. O risco de engolir é grande.



Mas, afinal, e se uma criança engole um corpo estranho (como é chamado o objeto engolido), é perigoso? É preciso ir ao hospital imediatamente? A resposta é: depende. Depende do que foi engolido, do tempo que faz que o corpo estranho foi engolido e dos sintomas que se manifestam.

Ao passar pela boca, um objeto chega ao esôfago. No esôfago há três locais em que um objeto poderá ficar preso: na porção mais inicial (na altura das clavículas); na porção média, no meio do tórax ou na porção final, já quase chegando ao estômago, no final da caixa torácica.

Quando um objeto fica “entalado” no esôfago, há alguns sintomas que podem se apresentar:

Salivação excessiva
Dor e dificuldade para engolir
Dor no peito ou dor no pescoço
Náusea e vômito

Nesta situação, é necessária uma endoscopia para retirada do corpo estranho do esôfago. Isto poderá acontecer se a criança engolir uma moeda, por exemplo. Principalmente se for uma moeda grande, maior de 18 mm. Em algumas situações poderá acontecer de a criança engolir uma moeda e ela passar pelo esôfago e chegar ao estômago, progredindo pelo tubo digestivo, sendo eliminada, sem provocar dor ou outros sintomas. Por este motivo, se há realmente uma grande suspeita de que a criança engoliu uma moeda, pode ser realizado um exame de Raio-X , identificando o objeto no tubo digestivo. Se não há sintomas, o pediatra poderá optar por esperar 24 horas para realizar novo exame e ver se a moeda se movimentou em direção ao estômago e intestino. Quando um objeto consegue passar pelo esôfago e chegar até o estômago, a grande probabilidade é de que ele seja eliminado. Mas, se não houver progressão, mesmo que não haja sintomas, poderá ser necessária a endoscopia para a retirada.

Existe outro objeto parecido com uma moeda, que também pode ser engolido. É a bateria de lítio em forma de moeda.

Nesta situação existe um agravante: a bateria fica “entalada” na parte mais alta do esôfago e a saliva que a criança deglute entra em contato com a mesma, desencadeando uma reação química que, em aproximadamente duas horas, acaba provocando uma queimadura no esôfago. Uma vez que essa reação química começa, ela continua mesmo com a retirada do corpo estranho. Isto poderá causar lesões permanentes no esôfago, havendo necessidade até mesmo de cirurgias corretivas complicadas.

crédito da imagem:hurleyblog.com
As baterias de lítio estão em muitos objetos eletrônicos como controles remotos de DVDs, de caixas de MP3 e de carros, em alguns termômetros de orelha, em calculadoras, em balanças domésticas, entre outros. Como estes objetos não são brinquedos, muitas vezes é fácil abrir o compartimento onde se encontra a bateria e a criança pode achá-la. Além disto, a bateria já costuma vir instalada no aparelho e as pessoas nem se dão conta de que elas estão lá, a não ser quando elas acabam e precisam ser repostas.

Se uma criança engolir uma bateria de lítio, ela deverá ser levada imediatamente ao pronto-socorro, pois isto representa uma emergência médica.




Moeda é objeto que as crianças mais engolem


Na lista também entram grampos, presilhas e baterias. Veja o que fazer nessas situações de emergência
Luiza Tenente

 Shutterstock
Quantos anos seu filho tem? Se você acha que só criança pequena é capaz de engolir objetos estranhos (até porque o reflexo delas é levar tudo à boca), saiba que até 8 anos, clipes, pregos, alfinetes e outros materiais podem ser ingeridos acidentalmente. Para você ter ideia, no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR), os médicos recebem pelo menos três casos desse tipo por semana. A moeda é a campeã. Muitas vezes, um descuido dos pais ao chegar da rua e deixá-la sobre a mesa já é o suficiente para que as mãozinhas curiosas das crianças alcancem-na.

Ao perceber que seu filho ingeriu um corpo estranho, leve-o imediatamente ao hospital. O médico fará uma análise clínica e pedirá um raio-X da região do tórax e do abdômen, para localizar o objeto no organismo. “Se o material estiver no esôfago, precisará ser retirado por meio da endoscopia, para que a criança consiga voltar a engolir”, explica Mário Vieira, endocrinologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe. Segundo o especialista, o ideal é esperar de 6 a 8 horas de jejum antes do procedimento médico, para evitar engasgos e facilitar a visualização do objeto. A exceção é para situações em que a criança engoliu bateria alcalina, presente em brinquedos eletrônicos. A retirada deve ser imediata, porque, em 2 horas, ela pode provocar queimaduras. O efeito é semelhante ao da soda cáustica.



Agora, caso o raio-X mostre que o corpo estranho está no estômago, a tendência dos médicos é esperar que a criança elimine-o sozinha. Na maioria das vezes, ele vai para o intestino e é evacuado. É importante você observar o cocô do seu filho por 2 a 3 semanas após a ingestão. Se nesse período nada for eliminado, aí, sim, é feita uma endoscopia. Essa técnica, aliás, também é usada se o que foi engolido tiver mais de 4 centímetros de comprimento. Mesmo no estômago, deve ser retirado imediatamente, para evitar perfurações. Seria o caso de um prego, por exemplo.

Outro caminho que alfinetes, clipes e outros objetos podem seguir é a via respiratória. Nessa hora, a criança vai respirar com dificuldade. A busca por socorro imediato é fundamental, para desobstruir, por meio de cirurgia, traqueia e brônquios, e evitar a morte por asfixia.

Caso você não perceba, na hora, que o seu filho engoliu alguma coisa, alguns sintomas como salivação excessiva, falta de apetite, vômitos e dores para deglutir vão sinalizar que algo não está bem. Diante disso, procure ajuda o quanto antes.

Como você bem sabe, o melhor para evitar acidentes com o seu filho é a prevenção. Segundo Alessandra Françoia, coordenadora nacional da ONG Criança Segura, anéis, presilhas de cabelo e outras miudezas devem ficar longe das crianças. Fique atenta ao seu criado-mudo, local onde se costuma deixá-las. 

Curiosidade

O Hospital Pequeno Príncipe monta um acervo com os corpos estranhos retirados dos organismos das crianças. Eles são levados a congressos, por exemplo, para ensinar aos médicos as formas de retirá-los na cirurgia. Grampos de cerca, ímãs e até miniaturas de brinquedos estão na gaveta do endocrinologista Mario Vieira. Só de objetos removidos por endoscopia no hospital o número chega a 120 casos por ano. Com criança, não tem jeito, todo cuidado é pouco!



Como agir quando uma criança engole um corpo estranho


Como agir quando uma criança engole um corpo estranho


Ter uma criança em casa significa atenção e olhos bem abertos vinte e quatro horas por dia. Pois, é só virar as costas que elas já podem estar aprontando alguma travessura que muitas vezes pode representar perigo a elas. É o que acontece com aquela velha mania de colocar coisas na boca, que ocorre normalmente com crianças menores. Os pais quando se dão conta de que a criança acabou de engolir ou aspirar algum corpo estranho ficam em pânico sem saber como agir. Segundo os médicos, o maior perigo nessas horas é quando os pais tentam resolver o problema em casa, com o velho tapinha nas costas ou colocando a criança de cabeça para baixo e até dando alimentos para a criança ingerir para que force o objeto a descer. O que os médicos aconselham é que se haja com muita calma, mas certa agilidade nessa hora. Levar a criança imediatamente ao Pronto Socorro é indispensável, pois dependendo do ponto em que tal objeto se instale, e dependendo também do objeto, as complicações podem começar horas depois do acidente e ter conseqüências gravíssimas. Mas, de nada adianta os pais ficarem apavorados, pois na maioria das vezes nada de pior acontece, especialmente se os objetos engolidos ou aspirados forem de formato arredondado. Então lembre-se mais uma vez, caso um acidente desses ocorra com seu filho, jamais ofereça a ele alimentos ou force o vômito, pois essas medidas podem agravar ainda mais o problema e acabar dificultando a ação dos médicos.

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